A disputa judicial envolvendo Fernanda Passos, viúva de Erasmo Carlos, e os filhos do cantor segue agitando a Justiça do Rio de Janeiro. Nos últimos meses, os herdeiros apresentaram uma queixa-crime contra a então esposa do artista, que agora ganhou novos desdobramentos.
Uma decisão da 52ª Vara Cível, proferida no fim de setembro, determinou que a propriedade e a posse de um Toyota Corolla 2005 pertencem à ECRA Realizações Artísticas Ltda., produtora ligada ao artista e que tem um dos herdeiros como sócio. Além de confirmar a devolução do veículo à empresa, a sentença condenou Fernanda ao pagamento de perdas e danos pelo período em que permaneceu com o automóvel em 2024.
Segundo informações publicadas pela revista Veja, o carro era utilizado pelo casal, mas estava registrado em nome da produtora. Após a morte do cantor, em novembro de 2022, Fernanda continuou usando o veículo, porém a situação mudou quando a empresa solicitou a devolução e recorreu à Justiça para recuperar a posse.
A sentença estabeleceu que Fernanda deverá indenizar a empresa pelo período entre 21 de junho e 9 de setembro de 2024, quando ocorreu a reintegração de posse do automóvel. A cobrança corresponde ao intervalo em que ela permaneceu com o Toyota Corolla antes de devolvê-lo.
De acordo com a apuração da Veja, os filhos de Erasmo Carlos apresentaram um cálculo baseado no valor médio da diária de um veículo e na quantidade de dias em que o carro ficou com a viúva. Depois que a empresa apresentou documentos ao processo, Fernanda foi intimada, mas não se manifestou.
Diante disso, o juiz acolheu a apuração apresentada pelos filhos e determinou que a produtora entregue uma planilha atualizada para dar início ao cumprimento da sentença, etapa em que será calculado o valor a ser pago. Além do carro, outros itens valiosos do espólio do artista também estão desaparecidos.
Segundo informações da coluna Gente, da revista Veja, os filhos Leonardo Esteves e Gil Esteves procuraram a Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro para apresentar uma notícia-crime e pedir a investigação de movimentações bancárias realizadas na data da morte do pai.
Os dois alegam que, em 22 de novembro de 2022, dia em que Erasmo morreu, R$ 300 mil teriam sido transferidos de uma conta bancária da qual o artista era o único titular para outra conta que pertenceria à Fernanda Passos. A movimentação, segundo a publicação, teria sido documentada por meio de um extrato bancário.
Os filhos também apontaram uma segunda transferência, de R$ 45 mil, realizada algumas semanas depois. O valor teria sido utilizado para pagar serviços jurídicos contratados por Fernanda, que atua como inventariante do espólio do cantor.